
Não somos uns falhados se não gastarmos a vida para nos tornarmo-nos todos, sem excepção, uns “managers”. Pode ser bonito e cativante viver e trabalhar sem deixar-se consumir pela voracidade de presidir, de comandar, de superintender, de controlar. Existem manifestações de alegria, de afecto, de calor humano que conseguimos doar uns aos outros somente quando conseguimos deixar de lado a corrente apetecível do comando, somente quando sentimos acolhidos por pessoas que não se impõe como patrão. Mais ainda: sentimos verdadeiramente reconhecidos e amados como pessoas quando alguém livremente, de boa vontade e com alegria põe-se ao nosso serviço, não tem vergonha de doar-se-nos por amor. Sem segundas ou terceiras intenções.
Estas palavras de Francisco são escandalosas para os homens e mulheres que não podem viver sem a lógica do “carreirismo”: “Os irmãos, quando se encontrem em casa de outros a servir ou trabalhar, não façam o ofício de mordomos, nem camareiros nem de administradores, nem outro qualquer ofício que dê escândalo ou cause dano à sua alma (Mc 8, 36); mas todos sejam menores e sujeitos aos demais que vivem na mesma casa.” (Regra não Bulada 7)
Podemos escolher ser filhos de um Deus que se fez menor como nos ensinam o Natal e cada Eucaristia que celebramos.
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