sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Vigiai e Orai" - I domingo de Advento (A)


Não deram por nada…
Esta palavra ataca aquele meu tempo, tão preenchido, compacto, que teme a profecia. Vir ou não vir Deus… pode nem me importar. Tenho opiniões que me são servidas, já prontas. Tenho sondagens e previsões que se antecipam às esperas e devoram as expectativas. As agendas controlam-me o percurso e limitam as surpresas. E para o tempo que sobra… invento hobbies. Como poderei dar conta da presença de Deus no mutismo deste mundo que parece alterar-se apenas ao ritmo de maldades e catástrofes? Os olhos viciados colhem de cada paisagem apenas um mais do mesmo... É tão difícil libertar-me da ditadura do urgente e propor-me a esquadrinhar o banal à procura do milagre! Não, não darei conta da presença de Deus, se não espero Deus. E se não vigio Deus é porque não O amo… e corro o risco de enterrar os meus olhos no túmulo do egoísmo.

Não sabeis o dia…
No meio das minhas concretas circunstâncias Deus anuncia-se e inquieta-me. Posso escutar esta palavra de Jesus como uma ameaça apocalíptica, posso continuar a fingir venera-l’O com a motivação do medo... Mas o convite do Evangelho desperta-me!!! O sempre novo horizonte do seu amor está a passar por mim e eu não o quero desperdiçar! Será o amor a desenterrar-me os olhos, será o amor a alagar as “estacas da minha tenda” para O receber. Preciso do seu dilúvio e do seu assalto que renovam a vida. Amo este Deus da surpresa que não fixa em datas o seu assalto, nem encerra em prazos o seu dilúvio de amor. Quero entregar-me a Deus que me estende um tempo inteiro para a conversão, e prolonga generosamente o hoje para que possa encontra-l’O. Desejo o encontro, vou vigiar o único Deus que me pode revelar quem sou e me potencia o que posso ser.

Virá o Filho do Homem…

Intitula-se “Filho do Homem” como se beijasse a minha humanidade; como a dizer-me que não lhe é indigno descer até ela, para a acarinhar e divinizar. Ele é o Deus que, por amor, vigia a minha felicidade! Posso perceber no ambiente tantas efervescências da sua doçura e solicitude; Ele distribui a chuva e encoraja a germinação… Ele me sorri no sol e me afaga na noite; Ele escuta a minha respiração e conta um simples cabelo que me cai. Cada dia Ele me surpreende na rebentação dos seus sinais sobre a monotonia das minhas praias. Quero um coração aceso pela vigilância do amor a única que dá cor à minha vida. A cor do Evangelho!

(Ir. Maria José, Ir. Conceição Borges e Pe. Caldas)

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