sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Evangelho como Pão!

Na narração cristã de Deus a imagem do pão é absolutamente central. No “Pai Nosso” Jesus ensina a rezar: “dá-nos hoje o nosso pão de cada dia” recolhendo neste pedido e portanto no símbolo do pão tudo aquilo que é essencial, não somente no sentido moral, para uma vida boa e digna de ser vivida. 
Sobretudo, Jesus, quando decide deixar um gesto ritual que continuasse a sua presença no meio dos seus discípulos escolhe a Eucaristia, partindo e distribuindo um pão que é ele mesmo. 
Mas porquê o pão? Porque Jesus chega ao ponto de instituir esta surpreendente identificação: “eu sou o pão da vida”? Faz pensar a qualquer coisa de simples e de sublime ao mesmo tempo: a maravilhosa normalidade do pão que exprime de maneira original e imediato a bondade da existência?
Mas o de Jesus não é somente um pão oferecido mas é um pão (re)partido. Na Ultima Ceia Jesus toma o pão, diz a oração de agradecimento, parte o pão dividendo-o em fragmentos e o distribui aos discípulos. Sucede que aquele gesto, conhecido como oferta de  amizade, Jesus o faça acompanhar por algumas palavras que o dá uma interpretação radicalmente nova e de dramático peso: “Este é o meu corpo”. Isto é - diz Jesus - este pão que ofereço sou eu mesmo na concreto da minha humanidade e da minha vida. Mas, se trata, exactamente, de um pão (re)partido, de um pão oferecido completamente desde o seu início até ao fim inclusive o seu ponto de rotura representado pela morte. Jesus é o pão. 
Com esta semelhança o Filho unigénito exprime o caracter inequivocamente bom da divindade: um Pai que deseja dar as coisas boas aos seus filhos e de facto oferece si mesmo no Filho como alimento perene para a fome dos homens.

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