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converter e acreditar!

O velho arco de guerra dá lugar ao arco-íris da paz e da esperança! E o deus dos exércitos e da vingança dá lugar ao Deus da nova aliança! Pela primeira vez, e por cinco vezes, a palavra aliança vem à superfície das águas, depois do grande dilúvio, que regenerou a Terra. Noé e a família, juntamente com os animais que ele pusera na arca, foram poupados pelas águas destruidoras! O arco-íris que aparece, pendurado na parede das nuvens, em tempo de bonança, é agora o sinal desta nova aliança: Deus mostra ao mundo que depôs o seu arco. O pecado permanecerá ainda na terra. Mas Deus não permitirá jamais a destruição fatal da sua criação. O seu projeto de amor para a família humana vencerá. Deus tornou-se nosso aliado, passou-se para o nosso lado!Já nenhum pecado poderá levar Deus a destruir o mundo por Ele mesmo criado! A história assim relatada, nas primeiras páginas da Bíblia, pode parecer-nos um conto colorido, para ouvido de criança. Mas é mais do que isso. Diz-nos que, no princípio dos tempos, como nos tempos de agora, este mundo, que havia de ser a casa da vida, se tornou um caos, lugar de desordem e de morte. Resta apenas a arca de Noé, como casa da vida, onde há um pequeno resto, que é posto a salvo! A arca torna-se então uma espécie de terra flutuante e em miniatura, onde todos os elementos essenciais da vida são guardados! Esta arca de Noé tem, pois, um valor altamente simbólico. Ela lembra um ventre materno, onde a vida é guardada e defendida perante o caos exterior. E Noé, o construtor da arca, é aqui apenas o chefe de um grupo mais vasto, que ele representa. Há ainda a sua mulher, os seus filhos e as esposas dos seus filhos, numa palavra, uma família, que é poupada à destruição e fica como semente de esperança, de uma nova humanidade, em paz com Deus, em Paz com a criação. Também hoje “vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se veem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas” (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2012). A intervenção de Deus, pela promessa e pela aliança, consiste em preservar a criação e a família humana dos “assaltos” da corrupção e do mal, que a põem em risco, como espaço vital de cada ser humano! Assim, esta aliança com Noé, posto a salvo com a família, dentro da arca da vida, sugere a ideia de que, no meio deste mundo, a meter água por todos os lados, é preciso poupar a família à destruição, guardá-la a protegê-la, como verdadeiro tesouro! Ela é verdadeiramente “o mais rico património da humanidade”. Sem família, não há futuro! Façamos tudo uns pelos outros, pois nesta arca ou nesta barca, ninguém se salva sozinho. Não deixemos “ir por água abaixo” esta arca de aliança e de paz, que é a família humana! A família há de ser, por isso, no meio do caos e da desordem social em que o mundo de hoje vive, a verdadeira «arca de Noé», que nos serve de abrigo e refúgio! Irmãos e Irmãs: renovemos em nós mesmos, especialmente neste período quaresmal, a consciência da nossa Aliança com Deus, nós que fomos salvos pelas águas do Batismo. O Batismo é, na verdade, o sacramento fundamental em que se atua a nova Aliança, estabelecida em Cristo, que por nós morreu e ressuscitou! E, no meio das ameaças e das tentações a que está exposta a nossa vida, dêmos particular atenção à família! Perante os dilúvios que nos esperam, toca-nos abrir mais os olhos e procurar nos céus, em Deus, um arco-íris de esperança. E rezemos, em cada dia desta semana: Senhor, guardai este tesouro, que é a nossa família, e que nunca se quebrem os laços do teu amor em nós! “Senhor, fazei de mim, um arco-íris de bem, de harmonia, de esperança. Ele será um sinal da vossa eterna aliança!” Fonte: www.abcdacatequese.com

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Aqui escreves TU

Zacarias, o mudo que fala de Deus!

"Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram com ela. 59 Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60 Mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não; há-de chamar-se João.” 61 Disseram-lhe: “Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.” 62 Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Pedindo uma placa, o pai escreveu: “O seu nome é João.” (Lc 1,57-63)

O versículo 62 deste texto bem conhecido apresenta, aparentemente, uma dificuldade de interpretação. Em Lc 1,20 lemos: Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. A tradução deste versículo pode começar de outro modo: Vais ficar em silêncio e sem capacidade (força) para falar. Não é absolutamente linear que o verbo siwpáw signi…

FRUTOS DA TERRA E DO TRABALHO DO HOMEM

(Depois da minha homilia no passado domingo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, muitos mostraram-se interessados acerca da simbologia do Pão e do Vinho. Aproveito para partilhar o texto ao qual me inspirei para a minha homilia. O texto é de Enzo Bianchi, prior da comunidade de Bose - Itália)
É significativo que a palavra “Pão” apareça ao início da Bíblia sob o signo do trabalho, da fadiga, do suor: “comerás o pão com o suor da tua testa” (Gen 3, 19). De facto o pão significa antes de tudo comida, aquilo que sustém o homem, aquilo que é absolutamente necessário e que o homem deve procurar com o duro trabalho da terra. Quando à palavra “vinho”, ela aparece pela primeira vez no episódio de Noé, o patriarca supérstite do dilúvio  o qual, plantou uma vinha para se consolar e das uvas fez o vinho e bebendo-o embriagou-se (Gen 9,20-21). Assim o vinho é consolação mas também é capaz de provocar comportamentos indignos de um homem.  Mas, eis que quando a história aparece inequivocamente c…

O carinho do Papa Francisco que irrita muitos padres

É uma coisa maravilhosa mas, por exemplo, também João Paulo II foi à cadeia encontrar o seu assassino Ali Agca. Mas desta vez, aposto, acontecerá que alguém da minha paróquia me perguntará porque razão, a partir do momento que o Papa foi até Calábria, porque eu não vou nem mesmo visitar a senhora Pina que habita numa casa popular, e passou todo o inverno sem aquecimento porque não se fez a reparação no sistema. Sempre em Calábria, na missa da tarde de ontem disse: “a ‘ndrangheta é isto: adoração do mal e desprezo do bem comum”, “os maviosos, não estão em comunhão com Deus, são excomungados” e a minha gente não fará comparação com João Paulo II em Agrigento, mas perguntará a mim porque nas minhas homilias sou assim tão politically corect Sempre ontem, de manhã aos padres como eu dizia que não devemos pôr “ao centro nós mesmos e assim em vez de sermos canais tornamo-nos ecrãs” e estou certo que basta me sentar no confessionário e escutar com superficialidade, alguém, seguramente, me r…