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Dignidade da fé!


Vivemos tempos fascinantes, mesmo se de alguns anos pra cá a crise económica fustiga fortemente a humanidade, seja a escala nacional, seja a escala internacional. O progresso tecnológico contínua a abrir possibilidades sempre novas e nunca suspeitadas. Alguns valores morais são afirmados e defendidos melhor hoje que ontem, mesmo se nem sempre são respeitados. É o caso, por exemplo dos direitos humanos  e das conquistas sociais. 
O nosso contexto cultural tornou-se muito eclético: correntes de pensamento de todo o tipo coexistem com alguma dificuldade mas também com evidente sucesso. Os cristãos contribuíram ao progresso social, científico e cultural da humanidade, mas pode-se perguntar-lhes: “porque sois cristãos?” Ou “o que significa para vós e para os outros ‘ser cristãos’ numa sociedade onde todos somos diferentes extrações culturais, e sociais?” já não vivemos num ambiente cultural homogéneo e, mais ainda, somos cristãos na diáspora, espalhados no meio aos nossos contemporâneos que não pensam como nós. Neste contexto somos provocados pelo convite: “reconhece, ó cristão, a tua dignidade! Diz quem és e em quem puseste a tua fé”. Mas como dizer quem somos sem fazermos referência á fé de todos aqueles que nos precederam e de todos aqueles que, espalhados pelo mundo, vivem a mesmíssima fé? Antes de ser cristão no singular, nós temos uma tradição, um “credo”. Somos um “povo”, uma comunidade, uma Igreja. 
Para muitos dos nossos contemporâneos a fé cristã não consegue satisfazer as necessidades quotidianas. Não faz feliz, não resolve os nossos problemas, não cura as nossas feridas, não oferece paz ao coração, salvação, libertação. 
Entretanto a cura do homem na sua globalidade - corpo, coração e alma - é o núcleo da mensagem de Jesus. Jesus cura o paralítico no mesmo momento em que lhe perdoa os pecados. A palavra salvação significa, então, cura e perdão dos pecados.
Crer é apoiar-se em alguém. A nossa profissão de fé não começa com um “creio que Deus existe”, ou “creio que Deus é omnipotente”, mas com um “creio em Deus”. Colocar a própria fé em alguém é  muito mais que um simples confiar no que ele afirma ou no que se diz dele: fiar-se de Deus significa considerá-lo digno de fé e merecedor da nossa fidelidade. Se note ainda que não dizemos: “Deus, eu creio em ti!”. Não, nós proclamamos a nossa fé diante da Assembleia: “Eu creio em Deus”.  Proclamando a nossa fé nós dizemos quem é Deus e o que fez por nós. Em outras palavras: o nosso acto de fé tem um conteúdo. 
Quem acredita não pode calar a própria fé. São Paulo não podia não dizer: “Ai de mim se não evangelizar” (1cor 9,16). Exprimir a própria fé no Senhor é tarefa de todos, segundo as suas possibilidades: “o escândalo não é que Cristo seja morto, mas que ele ressuscitou. Este escândalo se transmite de um para o outro através de mensageiros ilustres e insignificantes. É contemporâneo a cada um de nós e cada um o exprime como pode, seja ele teólogo, filósofo, místico ou artista, ou, simplesmente com a sua vida” (Pierre Emmanuele).     

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O versículo 62 deste texto bem conhecido apresenta, aparentemente, uma dificuldade de interpretação. Em Lc 1,20 lemos: Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. A tradução deste versículo pode começar de outro modo: Vais ficar em silêncio e sem capacidade (força) para falar. Não é absolutamente linear que o verbo siwpáw signi…

FRUTOS DA TERRA E DO TRABALHO DO HOMEM

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Aos pés da Cruz!

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