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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2012

Multiplicação do amor!

Erguendo os olhos e vendo… Alegremo-nos, os olhos do nosso Deus vêem! É o Deus do AT que VÊ a opressão do seu povo… é mais. Como o Pai do pródigo transviado, desvenda avidamente o horizonte, os olhos divinos e humanos de Jesus, penetram a humanidade desta multidão, que peregrina desde o bulício de solidão, de dor e de desespero à procura de um santuário… o do olhar de Deus. Só o olhar de Deus refaz em nós a beleza primordial. E Ele, que busca em nós a beleza, estremece com a nossa indigência, deixa-se ferir pela nossa fome humana mais elementar! E logo, em mesa posta a céu aberto, nos convida para um banquete inesperado, onde o menu é muito mais que pão e peixes. O mundo é um banquete de milagres, não há razão para passar fome! Mas que é isso para tanta gente? Numa análise fria, a multidão pode aparecer como uma massa de interesseiros que segue Jesus sôfrega de milagres e, ao mesmo tempo imprudente, que nem pensa no pão para o caminho... e a atitude de Jesus surpreende: porque é que just…

Vinde e descansai!

“Vinde comigo para um lugar isolado edescansai” Os discípulos regressam com as pernas cansadas mas com o olhar enriquecido pela partilha de sonhos e de sofrimentos, voltam com o coração saciado de pessoas e de encontros. E imagino a avalanche dos diálogos, cheios das experiências vividas de casa em casa. Eles retornam à fonte que é Jesus. Este, em vez de os reenviar logo na missão que urge, condu-los ao deserto, onde Deus fala ao coração, convida ao repouso, ao encontro no silêncio valorizando o “ser” sem se alienar no “fazer”. Ocorre saborear a vida, sem que o insucesso deprima e sem que o êxito envaideça. Alguns até podem sentir-se indispensáveis, como se tudo dependesse deles e dos seus activismos vazios de sentido. Mas, os apóstolos sabem que não são a nascente; são simples semente escondida nas mãos do Semeador; são pequena grafia de uma Palavra que os ultrapassa. Hoje, a vida é um frenesim e a pessoa uma peça da engrenagem da máquina do tempo que nunca pára. Aceitar parar com Jesus…

Profeta Rejeitado!

“Começou a enviá-los…” Imagino a alegria e, ao mesmo tempo, o receio de Jesus: a aula prática dos discípulos trazia a aventura de algo novo mas também o risco de erros, de se ser pouco credível, de perder-se metendo-se cada um por conta própria… Por estranho que pareça o Mestre não lhes diz o que devem falar, apenas o estilo a adoptar. Não devem convencer com palavras, mas com o testemunho de um amor recíproco. A mensagem fundamental é a própria vida, um sinal de unidade, uma semente de comunhão. Não se anuncia uma doutrina mas uma Pessoa que se faz presente na relação e amor dos discípulos. Os apóstolos não vão sozinhos como vagabundos ou navegadores solitários em turismo, mas em comunhão com “uma só alma e um só coração”. Não por iniciativa própria mas porque enviados em nome doutro; não por interesse ou necessidade mas por amor. “…dois a dois” É o início de uma nova criação. Dois a dois… também no início eram dois. Ser enviado com o outro implica acolher a sua proposta, perder a própri…

Nós e a política!

De entre os problemas que o nosso país enfrenta ocupa, sem dúvidas, o lugar de destaque o crescente desinteresse dos nossos jovens e não só em relação à política. O degrado de certas instituições, a perda de credibilidade da classe política, os sintomas de alguma corrupção nunca apurada e condenada e nos últimos anos a acusação transversal da compra das consciências durante os actos eleitorais, são factores que concorrem para a acentuação do desinteresse que outras democracias em outras partes do mundo já conhecem, onde certos fenómenos são, ou parecem ser, menos marcantes mas onde a distância, por exemplo, dos jovens da política é a mesma ou até maior.  Responder à esta crise de confiança fazendo apelo aos ideais ou aos valores, significa - aos olhos de muitos - tocar o ridículo, dado que - se observa - exactamente em nome dos ideais e dos valores se consumam injustiças colossais em desfavor de muitos cidadãos. Basta analisar o fenómeno (não novo mas agora crescente e desavergonhadame…