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Frei Capuchinho, EU quero ser!


Nos permanentes contactos que tenho tido com os jovens, quer nas escolas onde lecciono, quer nas minhas várias actividades pastorais, diante das muitas inquietações lanço muitas vezes e em tom desafiador a pergunta:  “Já pensou o que você vai ser amanhã?”
Certo, a vida moderna nos oferece muitas alternativas, mas é importante que os jovens perguntem com frequência: “qual o caminho a seguir?” É também muito importante responder com serenidade e seriedade a estas questões: tens um sonho? Amas e tens um ideal de vida? Acreditas em Jesus e no seu projecto? Sentes paixão pela constrição do mundo? 
Se sim, caro jovem então atreva-se! Descubra uma vida nova! Para conhecer a tua vocação é indispensável buscar conhecimento e perceber os sinais que a vida e Deus te apresentam. Lembra-te, a partir do teu desejo íntimo, tu podes encontrar uma vida nova de dedicação e amor ao próximo. 
Na medida em que se torna mais intenso o desejo de seguir em frente é preciso ter muito discernimento e acompanhamento. Não é por acaso que um número cada vez maior de jovens buscam conhecer a vida Franciscana nas nossas casas de formação ou nos nossos grupos juvenis (como a JuFra).
Não é preciso pressa, no tempo certo vais descobrir qual é a tua. O importante mesmo é seguir valorizando a vida em todas as suas formas e entrar no grupo dos que levam uma existência comprometida, isto é todas as pessoas que querem um mundo melhor. De facto todos somos chamados a viver e conviver em harmonia, a ser propagadores de Paz e Bem entre todas as criaturas, a compartilhar as alegrias e esperanças, tristezas e angústias de toda a humanidade. Irmãos e irmãs, casados e solteiros, jovens e idosos, todos podem pertencer à grande e bonita Família Franciscana.
Em Cabo Verde existem diversos grupos que vivem e testemunham Jesus Cristo do jeito de São Francisco e Santa Clara. Somos muitos, graças a Deus! De entre estes muitos que somos alguns são consagrados, isto é, são certos cristãos "homens e mulheres" que vivem uma forma especial de seguimento a Jesus Cristo. Vivem em comunidade e participam na missão evangelizadora da Igreja, com especial atenção aos que foram os preferidos de Jesus: pobres, enfermos, pequenos. Os que abraçam essa forma de vida não se casam, vivem pobremente, cultivam a oração e meditam a Palavra de Deus. Isto acontece quando a pessoa se sente irresistivelmente atraída pelo amor de Deus. O Amor de Deus é tudo, vale tudo, merece tudo, está acima de tudo. E então "se rende". Entrega-se: "Senhor, que queres que eu faça?" Esse processo culmina na consagração como Frei ou Irmã.
Se és jovem e esta breve leitura despertou em ti o desejo de conhecer melhor os freis capuchinhos então entre em contacto connosco. Estamos em: Santo Antão: 2221295; São Vicente: 2324208; São Nicolau: 2351209 ou 2361143;  Santiago: 2647304; Fogo: 2812587; Brava: 2851344
Bom caminho!

Comentários

Aqui escreves TU

Zacarias, o mudo que fala de Deus!

"Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram com ela. 59 Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60 Mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não; há-de chamar-se João.” 61 Disseram-lhe: “Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.” 62 Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Pedindo uma placa, o pai escreveu: “O seu nome é João.” (Lc 1,57-63)

O versículo 62 deste texto bem conhecido apresenta, aparentemente, uma dificuldade de interpretação. Em Lc 1,20 lemos: Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. A tradução deste versículo pode começar de outro modo: Vais ficar em silêncio e sem capacidade (força) para falar. Não é absolutamente linear que o verbo siwpáw signi…

FRUTOS DA TERRA E DO TRABALHO DO HOMEM

(Depois da minha homilia no passado domingo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, muitos mostraram-se interessados acerca da simbologia do Pão e do Vinho. Aproveito para partilhar o texto ao qual me inspirei para a minha homilia. O texto é de Enzo Bianchi, prior da comunidade de Bose - Itália)
É significativo que a palavra “Pão” apareça ao início da Bíblia sob o signo do trabalho, da fadiga, do suor: “comerás o pão com o suor da tua testa” (Gen 3, 19). De facto o pão significa antes de tudo comida, aquilo que sustém o homem, aquilo que é absolutamente necessário e que o homem deve procurar com o duro trabalho da terra. Quando à palavra “vinho”, ela aparece pela primeira vez no episódio de Noé, o patriarca supérstite do dilúvio  o qual, plantou uma vinha para se consolar e das uvas fez o vinho e bebendo-o embriagou-se (Gen 9,20-21). Assim o vinho é consolação mas também é capaz de provocar comportamentos indignos de um homem.  Mas, eis que quando a história aparece inequivocamente c…

Aos pés da Cruz!

Muitas pessoas presenciaram curiosos a crucifixão de Cristo no alto do Calvário.  São muitos os que assistiam atónitos ao suplício de um homem inocente. mas, são poucos os que ficaram aos pés da cruz: a mãe de Jesus; a irmã de Maria de Nazaré, Maria de Cleofas e Maria de Magdala, e nos assegura mais a frente o evangelista que perto da mãe estava também o discípulo amado de Jesus. Um pequeno grupo de pessoas. Somente um pequeno grupo de fidelíssimos têm a coragem de não fugir e testemunhar a própria fé Nele. Somente poucos audazes, juntamente com Maria têm a coragem de suportar com Cristo a dor e o sofrimento por uma morte injusta. Hoje, na Solenidade da Virgem das Dores somos chamados a contemplar Jesus no maior gesto de obediência da sua história. Somos chamados a olhar para Cristo e o mistério da nossa salvação, através do olhar da Mãe.  Contemplar este drama na vida da família de Nazaré, o último evento que Maria vive com o Filho, é quase entrar nos sentimentos de uma mãe com um fil…