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Amor Maior!

“Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15,13) Inacreditável!! Será possível encontrar nesta vida um grande amor? São muitos os que afirmam que não é preciso cair na ilusão, que é melhor ter os pequenos amores, pequenos sonhos, pequenos desejos. É melhor coisas reduzidas, mais seguras que expor-se a riscos de os outros mudarem de ideia e te deixam sozinho: assim, no caso corra mal, se sofre menos. É melhor não cair na ilusão: não se pode fiar-se de ninguém. Cada um faz os seus interesses, mesmo no amor, e então é melhor uma história banal numa noite que um grande amor incerto e cheio de riscos amanhã. Faz muito mal o sorriso sarcástico de quem olha para ti e te diz com ar de mulher ou homem vivido: “em que mundo vives? O tempo mudou! Os grandes amores já não existem nem mesmo nos filmes!” Dar a vida… para depois ficar com a boca seca e abandonado? De facto não é seguro que dando a vida no final se vence a final de amigos Dar a vida ou combater cada um a própria batalha para defendé-la com unhas e dentes? Quem pensará em ti? A vida é uma só, dura pouco todos procuram ter sucessos aproveitando-se dos outros e eu devo doá-la? Se fazes alguma coisa pelos outros ninguém agradece, pelo contrário, dirão que provavelmente fizeste-o por ti, para exibir-te q ue estas coisas devem ser feitas em privado para não incomodar… chega! Basta de passarmos por bons samaritanos, de sermos bonzinhos. Assim estamos todos em paz e são autorizados a pensar só aos próprios interesses. Já não se faz nada grátis! Jesus, que assume as razões profundas de todo o amor humano, nos dá a resposta: “faz que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste. Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.” (Jo 17,21.23). Páscoa é a suprema aventura da história. E nos chama a celebrar com os olhos abertos a imensa migração dos homens em direcção á vida. Nos chama a levantar os olhos, a confrontar-nos com o duelo entre a vida e a morte, entre o desespero e a esperança que em nós combate. Alguém já dizia que não conhecemos a nossa altura enquanto não somos chamados a levantar-nos. E se somos fiéis ao nosso papel chega ao céu a nossa estatura. Chegará ao céu não em virtude da nossa força, que é pouca mas pela nossa fé. Porque em nós está Cristo, que desceu aos infernos, foi até ao fundo da matéria, nos infernos da história para dar energia a tudo para um caminho em direcção ao céu, à liberdade, ao amor. O abraço de Jesus, ressuscitado e feliz de ter dado a sua vida por nós, nos acompanhe neste tempo pascal.

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Aqui escreves TU

Zacarias, o mudo que fala de Deus!

"Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram com ela. 59 Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60 Mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não; há-de chamar-se João.” 61 Disseram-lhe: “Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.” 62 Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Pedindo uma placa, o pai escreveu: “O seu nome é João.” (Lc 1,57-63)

O versículo 62 deste texto bem conhecido apresenta, aparentemente, uma dificuldade de interpretação. Em Lc 1,20 lemos: Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. A tradução deste versículo pode começar de outro modo: Vais ficar em silêncio e sem capacidade (força) para falar. Não é absolutamente linear que o verbo siwpáw signi…

FRUTOS DA TERRA E DO TRABALHO DO HOMEM

(Depois da minha homilia no passado domingo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, muitos mostraram-se interessados acerca da simbologia do Pão e do Vinho. Aproveito para partilhar o texto ao qual me inspirei para a minha homilia. O texto é de Enzo Bianchi, prior da comunidade de Bose - Itália)
É significativo que a palavra “Pão” apareça ao início da Bíblia sob o signo do trabalho, da fadiga, do suor: “comerás o pão com o suor da tua testa” (Gen 3, 19). De facto o pão significa antes de tudo comida, aquilo que sustém o homem, aquilo que é absolutamente necessário e que o homem deve procurar com o duro trabalho da terra. Quando à palavra “vinho”, ela aparece pela primeira vez no episódio de Noé, o patriarca supérstite do dilúvio  o qual, plantou uma vinha para se consolar e das uvas fez o vinho e bebendo-o embriagou-se (Gen 9,20-21). Assim o vinho é consolação mas também é capaz de provocar comportamentos indignos de um homem.  Mas, eis que quando a história aparece inequivocamente c…

O carinho do Papa Francisco que irrita muitos padres

É uma coisa maravilhosa mas, por exemplo, também João Paulo II foi à cadeia encontrar o seu assassino Ali Agca. Mas desta vez, aposto, acontecerá que alguém da minha paróquia me perguntará porque razão, a partir do momento que o Papa foi até Calábria, porque eu não vou nem mesmo visitar a senhora Pina que habita numa casa popular, e passou todo o inverno sem aquecimento porque não se fez a reparação no sistema. Sempre em Calábria, na missa da tarde de ontem disse: “a ‘ndrangheta é isto: adoração do mal e desprezo do bem comum”, “os maviosos, não estão em comunhão com Deus, são excomungados” e a minha gente não fará comparação com João Paulo II em Agrigento, mas perguntará a mim porque nas minhas homilias sou assim tão politically corect Sempre ontem, de manhã aos padres como eu dizia que não devemos pôr “ao centro nós mesmos e assim em vez de sermos canais tornamo-nos ecrãs” e estou certo que basta me sentar no confessionário e escutar com superficialidade, alguém, seguramente, me r…