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...Era muito boa!


Durante esta semana e a próxima a liturgia quotidiana irá apresentar-nos algumas passagens do livro de Génesis.
Escutaremos o relato bíblico da criação, que não ha nenhuma pretensão científica, no sentido que damos hoje a esta expressão, mas a sua intenção é catequética.
Na criação o homem ocupa um lugar singular em relação às outras criaturas de Deus. O homem é o único criado “à imagem e semelhança de Deus”. O homem é o ponto máximo da criação de Deus.
O que significa que o homem foi criado à imagem de Deus? Muitas foram as explicações propostas durante a história da Teologia. O que é central é que a criação do homem à imagem e semelhança de Deus propõe uma relação estreita entre Deus e o homem. Deus cria um ser que que lhe é conforme, com quem possa comunicar.
O livro de Génesis, como já disse, “não foi redigido para escrever História, mas para dizer que Deus domina a História”.
Devemos, lendo este belíssimo livro, fazer a distinção entre "representação" e "revelação". A “representação” reflecte, inevitavelmente, a cultura da época. A “revelação” manifesta a verdade que permanece além do tempo e das culturas. Aquela é filha do tempo, a esta filha da eternidade.
Que a terra fosse plana e o céu curvo, que o oceano circundasse a terra seca e o sol pendesse como uma lâmpada, diz respeito à representação do cosmo, e não de uma revelação religiosa. A Bíblia reage de maneira clara às crenças míticas e idolátricas do tempo afirmando a existência de um único Deus, único Criador.
Muitos mitos orientais de facto narravam fantásticos contos de divindades em permanente luta umas com as outras: contos do deus da luz e da deusa do mar, das potências celestes e terrestres; gene do bem e do mal, que lutam freneticamente para dominar o mundo, cada um com seu próprio nome, cada um com sua própria soberania, cada um com seu próprio domínio.
O livro de Génesis, em oposição a essas crenças, afirma que toda a criação é obra de um único Criador, e só a ele pertencem o céu e a terra, que somente dele dependiam a luz e os astros, dia e noite, vida vegetal e animal, e que ninguém fora dele, tem poder sobre o universo. Afirma sobretudo que a obra de Deus é boa desde toda a eternidade.

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Aqui escreves TU

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"Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram com ela. 59 Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60 Mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não; há-de chamar-se João.” 61 Disseram-lhe: “Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.” 62 Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Pedindo uma placa, o pai escreveu: “O seu nome é João.” (Lc 1,57-63)

O versículo 62 deste texto bem conhecido apresenta, aparentemente, uma dificuldade de interpretação. Em Lc 1,20 lemos: Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. A tradução deste versículo pode começar de outro modo: Vais ficar em silêncio e sem capacidade (força) para falar. Não é absolutamente linear que o verbo siwpáw signi…

FRUTOS DA TERRA E DO TRABALHO DO HOMEM

(Depois da minha homilia no passado domingo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, muitos mostraram-se interessados acerca da simbologia do Pão e do Vinho. Aproveito para partilhar o texto ao qual me inspirei para a minha homilia. O texto é de Enzo Bianchi, prior da comunidade de Bose - Itália)
É significativo que a palavra “Pão” apareça ao início da Bíblia sob o signo do trabalho, da fadiga, do suor: “comerás o pão com o suor da tua testa” (Gen 3, 19). De facto o pão significa antes de tudo comida, aquilo que sustém o homem, aquilo que é absolutamente necessário e que o homem deve procurar com o duro trabalho da terra. Quando à palavra “vinho”, ela aparece pela primeira vez no episódio de Noé, o patriarca supérstite do dilúvio  o qual, plantou uma vinha para se consolar e das uvas fez o vinho e bebendo-o embriagou-se (Gen 9,20-21). Assim o vinho é consolação mas também é capaz de provocar comportamentos indignos de um homem.  Mas, eis que quando a história aparece inequivocamente c…

O carinho do Papa Francisco que irrita muitos padres

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