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Bom 2011 e obrigado!



Para aumentar os nossos anos já vividos temos a graça de agora acrescentar também 2010 que como os anos precedentes trouxe consigo recordações, factos, acontecimentos que tocaram a nossa vida: ocasiões de bem que provavelmente tivemos modo de acolher e valorizar, outras que, talvez, deixámos cair no nada e agora lamentamos um pouco.
Seguramente o ano 2010 também trouxe consigo o nosso infinito desejo de bem e muitas vezes a nossa impotência em realizar completamente tal desejo. Colocamos tudo diante dos olhos de Deus. O nosso íntimo nos nos diz, com clareza e verdade, como vão as coisas autenticas da nossa vida.
Mais passam os anos, mais nos consciencializamos que o tempo não é somente implacável em escandir os dias mas é também portador das várias intervenções de Deus em vista á eternidade.
Este é o tempo favorável para abrirmos o coração aos irmãos para aliviar a dor, para oferecer a todos a esperança e para que sinta amados de amor eterno. É também urgente para nós hoje aquele convite: “Vai e repara a minha casa…”. O tempo que nos é dato deve transformar-nos sempre mais em autênticos e coerentes “reparadores” daquela “casa” que é também nossa e que muitas vezes vai em ruínas porque não fazemos a nossa parte e não temos consciência de sermos “pedras vivas”.
Obrigado de coração a todos quantos seguiram com extraordinária paixão a iniciativa POÇO DA PALAVRA. Para o novo ano pensamos de dar um salto de qualidade. Continuaremos a produzir as nossas partilhas semanalmente, publicaremos assiduamente post com conteúdos formativos e informativos, publicaremos outros videos que contam as maravilhas de Deus mas, sobretudo, o POÇO DA PALAVRA, continuará a ser o nosso lugar de encontro com a Palavra de Deus e entre nós para partilharmos a beleza de sermos crentes e Jesus de Nazaré, nosso irmão e senhor. O POÇO será a nossa casa, a nossa fraternidade. Obrigado a todos e bom 2011! Paz e bem!

Comentários

Aqui escreves TU

Zacarias, o mudo que fala de Deus!

"Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram com ela. 59 Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60 Mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não; há-de chamar-se João.” 61 Disseram-lhe: “Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.” 62 Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Pedindo uma placa, o pai escreveu: “O seu nome é João.” (Lc 1,57-63)

O versículo 62 deste texto bem conhecido apresenta, aparentemente, uma dificuldade de interpretação. Em Lc 1,20 lemos: Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. A tradução deste versículo pode começar de outro modo: Vais ficar em silêncio e sem capacidade (força) para falar. Não é absolutamente linear que o verbo siwpáw signi…

FRUTOS DA TERRA E DO TRABALHO DO HOMEM

(Depois da minha homilia no passado domingo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, muitos mostraram-se interessados acerca da simbologia do Pão e do Vinho. Aproveito para partilhar o texto ao qual me inspirei para a minha homilia. O texto é de Enzo Bianchi, prior da comunidade de Bose - Itália)
É significativo que a palavra “Pão” apareça ao início da Bíblia sob o signo do trabalho, da fadiga, do suor: “comerás o pão com o suor da tua testa” (Gen 3, 19). De facto o pão significa antes de tudo comida, aquilo que sustém o homem, aquilo que é absolutamente necessário e que o homem deve procurar com o duro trabalho da terra. Quando à palavra “vinho”, ela aparece pela primeira vez no episódio de Noé, o patriarca supérstite do dilúvio  o qual, plantou uma vinha para se consolar e das uvas fez o vinho e bebendo-o embriagou-se (Gen 9,20-21). Assim o vinho é consolação mas também é capaz de provocar comportamentos indignos de um homem.  Mas, eis que quando a história aparece inequivocamente c…

Aos pés da Cruz!

Muitas pessoas presenciaram curiosos a crucifixão de Cristo no alto do Calvário.  São muitos os que assistiam atónitos ao suplício de um homem inocente. mas, são poucos os que ficaram aos pés da cruz: a mãe de Jesus; a irmã de Maria de Nazaré, Maria de Cleofas e Maria de Magdala, e nos assegura mais a frente o evangelista que perto da mãe estava também o discípulo amado de Jesus. Um pequeno grupo de pessoas. Somente um pequeno grupo de fidelíssimos têm a coragem de não fugir e testemunhar a própria fé Nele. Somente poucos audazes, juntamente com Maria têm a coragem de suportar com Cristo a dor e o sofrimento por uma morte injusta. Hoje, na Solenidade da Virgem das Dores somos chamados a contemplar Jesus no maior gesto de obediência da sua história. Somos chamados a olhar para Cristo e o mistério da nossa salvação, através do olhar da Mãe.  Contemplar este drama na vida da família de Nazaré, o último evento que Maria vive com o Filho, é quase entrar nos sentimentos de uma mãe com um fil…