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Ecumenismo espiritual

“Cristo chama todos os seus à unidade” com estas palavras na abertuta da Enciclica Ut unun sint, João Paulo II recordava o empenho da Igreja a que nenhum cristão deve evitar ou sentir-se excluído. Procurando despertar as consciências de muitos cristãos que vivem fechados nas próprias convições e tradições o Santo Padre insistia ainda dizendo: “como poderiam, de facto, recusar-se a fazer todo o possível, com a ajuda, para derrubar muros de divisão e desconfiança, superar obstáculos e preconceitos que impedem o anúncio do Evangelho da salvação através da Cruz de Jesus, o único Redentor do homem, de cada homem?” 
Esta é apenas uma passagem da minha tese sobre o ecumenismo espiritual que hoje, depois de muito tempo de investigação e de trabalho, entreguei na secretaria do Studio Teologico Interdiocesano. Dos muitos aspectos teologicos que muito me ajudaram a crescer como homem, crente em Jesus Cristo, católico e frade capuchinho escolhi fazer a tese sobre o ecumenismo. De facto, estes anos de Teologia fez-me conhecer um pouco da doutrina, dos valores, da história, da espiritualidade e de tantas outras coisas dos nossos irmãos evangelicos e ortodoxos. Isto ajudou-me a perder o complexo de ser católico e aprendi a aceitar e a amar a diferença. 
Naturalmente com a minha tese não tornei-me num entendendor em questões ecumenicas. O meu foi apenas uma tentativa pessoal de introduzir-me no argumento. Terminei a tese porém com a determinação de “fazer tudo que posso para a unidade dos cristãos e deixar ao Senhor aquilo que somente ele pode fazer”. 
Terminei a minha pobre tese com o hino à caridade de São Paulo, como via a seguir para o pleno restabelicimento da unidade visível da única Igreja de Cristo: Una, Santa, Católica e Apostólica.
“Vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros 
A caridade é paciente, a caridade é benigna, não é invejosa;
A caridade não se ufana, não se ensoberbece,
Não é inconveniente, não procura o seu interesse,
Não se irrita, não suspeita mal,
Não se alegra com a justiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A caridade nunca acabará” (1Cor 12, 31. 13, 4-8). 

Comentários

Aqui escreves TU

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"Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua misericórdia, rejubilaram com ela. 59 Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60 Mas, tomando a palavra, a mãe disse: “Não; há-de chamar-se João.” 61 Disseram-lhe: “Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.” 62 Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse. Pedindo uma placa, o pai escreveu: “O seu nome é João.” (Lc 1,57-63)

O versículo 62 deste texto bem conhecido apresenta, aparentemente, uma dificuldade de interpretação. Em Lc 1,20 lemos: Vais ficar mudo, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto acontecer, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão na altura própria. A tradução deste versículo pode começar de outro modo: Vais ficar em silêncio e sem capacidade (força) para falar. Não é absolutamente linear que o verbo siwpáw signi…

FRUTOS DA TERRA E DO TRABALHO DO HOMEM

(Depois da minha homilia no passado domingo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, muitos mostraram-se interessados acerca da simbologia do Pão e do Vinho. Aproveito para partilhar o texto ao qual me inspirei para a minha homilia. O texto é de Enzo Bianchi, prior da comunidade de Bose - Itália)
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O carinho do Papa Francisco que irrita muitos padres

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